Usa Cloudflare e ainda sofre ataques? 7 formas ocultas de vazar o IP de origem e como se proteger

O blog ficou inacessível, consumiu 20 GB de tráfego em um único dia e o servidor foi suspenso por falta de saldo. Mas ele já usava Cloudflare: como ainda pôde ser atacado? Os logs mostraram que o tráfego malicioso não passou pela Cloudflare; todas as conexões foram feitas diretamente ao IP real do servidor. O invasor contornou a CDN e atingiu a origem. Esse é o problema do vazamento do IP de origem.
Isso é mais comum do que parece. Muita gente acredita que basta configurar a Cloudflare, embora o IP de origem possa ter sido exposto por históricos de DNS, cabeçalhos de e-mail ou varreduras de subdomínios. Neste artigo, veremos as formas mais comuns de vazamento, como detectá-las e como montar uma proteção completa.
Por que o IP de origem vaza
O que é o vazamento do IP de origem e quais são seus riscos
Primeiro, vale esclarecer o conceito. Ao usar uma CDN como a Cloudflare, o usuário acessa um nó da Cloudflare, que encaminha a solicitação ao seu servidor real, chamado servidor de origem. Assim, o invasor vê apenas o IP da Cloudflare, não o IP real do servidor.
Porém, se ele conseguir descobrir o IP de origem por outro caminho, a CDN deixa de funcionar como barreira. O invasor pode atacar diretamente o servidor real e contornar todas as proteções da Cloudflare.
As consequências podem ser graves:
- Servidor fora do ar: o ataque DDoS atinge diretamente a origem e pode derrubar um servidor sem capacidade suficiente
- Aumento repentino dos custos de tráfego: muitos servidores em nuvem cobram por volume transferido, e o ataque pode gerar uma conta enorme
- Risco de roubo de dados: se houver uma vulnerabilidade, o invasor contorna o WAF da CDN e ataca diretamente o servidor
Segundo o relatório da Cloudflare referente ao quarto trimestre de 2024, a empresa observou o maior ataque DDoS já registrado, com 5,6 Tbps.
Um site comum dificilmente enfrentará algo dessa escala, mas mesmo um ataque de poucos gigabits pode derrubar um servidor pequeno.
[Imagem: diagrama de funcionamento de uma CDN]
Prompt: servidor protegido por um escudo de CDN, fluxo do tráfego do usuário pelos nós da Cloudflare, diagrama simplificado, paleta tecnológica azul, ilustração profissional
Sete formas comuns de vazar o IP de origem
Como esse IP acaba exposto? Reuni as sete formas mais comuns, ordenadas do risco mais alto para o mais baixo.
Forma 1: histórico de DNS — risco alto
É a forma mais comum e também uma das mais ignoradas.
O problema aparece quando alguém mantém o domínio apontado diretamente para o IP real durante algum tempo e só depois decide usar a Cloudflare. Serviços de terceiros, como SecurityTrails e DNSdumpster, podem ter coletado e armazenado permanentemente esses registros históricos.
Eu mesmo já cometi esse erro. Publiquei um site apontando para o IP real e só configurei a Cloudflare seis meses depois. Quando consultei o SecurityTrails, os registros DNS de meses antes continuavam perfeitamente visíveis.
Forma 2: cabeçalhos do servidor de e-mail — risco alto
É uma exposição discreta que muita gente nem imagina.
Sites enviam confirmações de cadastro, recuperação de senha, notificações de RSS e outras mensagens. Os cabeçalhos desses e-mails podem conter o IP do servidor remetente. Se você usa um servidor de e-mail próprio ou envia mensagens diretamente pelo servidor do site, o IP de origem fica exposto.
Como o invasor aproveita isso? Basta criar uma conta para acionar o e-mail de confirmação, abrir a mensagem original e procurar o campo Received. Ali pode aparecer o IP real do servidor remetente.
Para ser sincero, fiquei surpreso quando descobri esse problema pela primeira vez. Eu não imaginava que um e-mail também pudesse revelar o IP.
Forma 3: varredura de subdomínios — risco médio-alto
Esse problema também é bastante comum.
Talvez o domínio principal example.com esteja configurado na Cloudflare, mas e os subdomínios? Endereços como mail.example.com para e-mail, admin.example.com para o painel e dev.example.com para o ambiente de desenvolvimento podem apontar diretamente para o servidor de origem, sem passar pela CDN.
Ferramentas como Sublist3r e OneForAll enumeram todos os subdomínios. Depois, basta testar cada um: se um único endereço retornar o IP real, a localização da origem estará exposta.
Além disso, mesmo que o domínio principal e os subdomínios estejam em servidores diferentes, o invasor pode estimar a faixa de endereços se todos pertencerem ao mesmo bloco /24, como 192.168.1.x.
Forma 4: exposição no código-fonte do site — risco médio
Páginas de teste e informações de depuração deixadas durante o desenvolvimento também podem revelar o IP.
Casos comuns:
- uma página
phpinfo()não removida mostra o IP do servidor e várias configurações - o diretório
.gitcontinua acessível e os arquivos de configuração podem conter endereços IP - o modo de depuração permanece ativo e os erros exibem caminhos do servidor e IPs
- o endereço de uma API foi fixado no código como IP em vez de domínio
Já vi uma página de teste info.php ser esquecida no servidor e indexada por mecanismos de busca, deixando todas as informações do servidor à vista. Esse tipo de erro básico é mais frequente do que parece.
Forma 5: consulta de certificados SSL — risco médio
Certificados SSL também podem ser uma fonte de exposição.
Os logs de Certificate Transparency registram todos os certificados emitidos. Ferramentas como crt.sh e Censys permitem consultar o histórico de certificados de um domínio e procurar os IPs aos quais eles já estiveram associados.
Se, antes de configurar a Cloudflare, o certificado SSL esteve ligado diretamente ao IP do servidor de origem, esse registro pode ter sido preservado. Nem sempre é possível encontrar o IP pelo certificado, mas essa é uma via real de investigação.
Forma 6: diferenças de resolução DNS no exterior — risco médio-baixo
Alguns serviços de CDN cobrem apenas rotas nacionais e não mantêm nós no exterior.
Nessa situação, uma consulta feita por um servidor DNS de outro país pode retornar diretamente o IP de origem em vez do nó da CDN. A Cloudflare é uma CDN global e sofre menos com esse problema, mas é preciso ter cuidado ao usar provedores locais menores.
O teste é simples: consulte o domínio pelo DNS do Google, 8.8.8.8, ou pelo DNS da Cloudflare, 1.1.1.1, e confira se o IP retornado pertence a um nó da CDN.
Forma 7: varredura do bloco /24 e outros sites no mesmo servidor — risco baixo
Se vários sites compartilham o mesmo servidor e um deles não está protegido, ele pode ajudar a localizar os demais.
Um invasor pode usar a sintaxe ip:xxx.xxx.xxx.xxx no Bing ou no Google para descobrir quais sites estão hospedados em determinado IP. Também pode varrer todo o bloco /24 em busca de outros sites relacionados.
O risco é menor, mas merece atenção quando muitos sites são executados no mesmo servidor.
[Imagem: resumo das formas de vazamento do IP de origem]
Prompt: infográfico com sete formas de vazamento de IP, histórico de DNS, cabeçalhos de e-mail, varredura de subdomínios, exposição de código-fonte, certificado SSL, ícones coloridos, design plano
Como verificar se o IP de origem vazou
Depois de conhecer as formas de vazamento, como saber se o seu site foi afetado? A lista abaixo permite fazer uma verificação bastante completa.
Resumo das ferramentas de detecção
| Método de detecção | Ferramenta recomendada | O que verificar | Dificuldade |
|---|---|---|---|
| Histórico de DNS | SecurityTrails, DNSdumpster | Registros DNS históricos | ⭐ Fácil |
| Cabeçalhos de e-mail | Recurso de mensagem original do cliente de e-mail | IP do servidor remetente | ⭐⭐ Média |
| Varredura de subdomínios | Sublist3r, OneForAll | Resolução de todos os subdomínios | ⭐⭐ Média |
| Teste global de ping | ping.pe, 17ce.com | Consistência dos IPs retornados em diferentes regiões | ⭐ Fácil |
| Consulta de certificados SSL | crt.sh, Censys | IPs historicamente associados aos certificados | ⭐⭐ Média |
| Busca da internet exposta | Shodan, Fofa | Portas expostas do servidor | ⭐⭐⭐ Alta |
| Logs do servidor | Comando tail | Acessos diretos ao IP | ⭐⭐ Média |
Etapas detalhadas de verificação
Verificação 1: consultar o histórico de DNS
Abra estes sites e informe seu domínio:
- SecurityTrails (securitytrails.com) — mostra registros históricos de resolução DNS
- DNSdumpster (dnsdumpster.com) — ferramenta de enumeração de DNS que exibe subdomínios e registros históricos
- Netcraft (sitereport.netcraft.com) — também registra IPs usados anteriormente por sites
Se aparecer o IP real usado antes da Cloudflare, considere que ele já vazou.
Verificação 2: testar os cabeçalhos de e-mail
Este método é especialmente útil:
- Se o site permite cadastro, crie uma conta de teste para acionar o e-mail de confirmação
- Outra opção é solicitar a recuperação de senha e enviar a si mesmo uma mensagem de redefinição
- Ao receber o e-mail, abra a opção de mensagem original ou exibição do código-fonte, cujo nome varia entre os clientes
- Procure os campos
ReceivedouX-Originating-IP - Confira se o endereço encontrado corresponde ao IP do servidor de origem
Se a mensagem tiver sido enviada por um serviço de terceiros, como SendGrid ou Amazon SES, aparecerá o IP desse serviço, o que não expõe sua origem.
Verificação 3: examinar subdomínios
Confira manualmente a resolução DNS de todos os subdomínios para saber se algum aponta diretamente para o IP de origem:
# Use o comando dig para consultar subdomínios
dig mail.yourdomain.com
dig admin.yourdomain.com
dig api.yourdomain.com
Você também pode usar ferramentas de varredura automática:
- Sublist3r — ferramenta em Python capaz de encontrar muitos subdomínios
- OneForAll — ferramenta de coleta de subdomínios criada por desenvolvedores chineses
Teste individualmente os subdomínios encontrados e confira se retornam um IP da Cloudflare ou o seu próprio IP.
Verificação 4: executar testes globais de ping
Teste o domínio em diferentes países e regiões para comparar os IPs retornados:
- o ping.pe executa ping simultaneamente em vários nós ao redor do mundo
- o 17ce.com oferece testes em diversas regiões da China
Se o domínio retornar IPs diferentes dentro e fora do país, pode haver um problema. Em condições normais, a Cloudflare usa uma rede global e cada região deve retornar o IP de um nó próximo da CDN.
Verificação 5: consultar associações de certificados SSL
Pesquise seu domínio no crt.sh e examine o histórico de certificados:
https://crt.sh/?q=yourdomain.com
Confira se algum certificado esteve associado ao IP de origem. Se estiver, esse endereço já pode ser considerado parcialmente público.
Verificação 6: usar mecanismos de busca da internet exposta
Este método é mais avançado, mas bastante eficaz. Pesquise seu domínio ou características do site nestes serviços:
- Shodan (shodan.io) — mecanismo de busca de dispositivos conectados à internet
- Censys (censys.io) — plataforma de varredura da internet
- Fofa (fofa.so) — mecanismo chinês de mapeamento da internet
Essas ferramentas varrem servidores na internet. Se a origem mantiver serviços públicos, como a porta 80, ela poderá ser registrada e ter o IP exposto.
Verificação 7: ler os logs do servidor
O método mais direto é examinar os logs de acesso no próprio servidor:
# Os logs do Nginx normalmente ficam em
tail -f /var/log/nginx/access.log
# Logs do Apache
tail -f /var/log/apache2/access.log
Se houver conexões diretas ao IP de origem vindas de endereços que não pertencem às faixas da Cloudflare, alguém já conhece o IP e está tentando acessá-lo.
As faixas de IP da Cloudflare estão disponíveis na documentação oficial. Em condições normais, todas as solicitações devem vir desses endereços.
Solução completa de proteção
Preparação antes de configurar
Se você ainda não usa a Cloudflare, ou descobriu que o IP vazou e pretende refazer a configuração, estas etapas evitam muitos problemas.
Preparação 1: trocar o IP do servidor ou usar um servidor novo
Esta é a solução mais completa. Se o IP de origem já vazou, o melhor é começar com outro endereço.
Em um servidor em nuvem, há algumas opções:
- Contratar outro servidor: migrar os dados e depois desativar o antigo
- Trocar o IP público: alguns provedores, como Alibaba Cloud e Tencent Cloud, permitem substituir um IP público elástico sem custo ou mediante uma pequena taxa
- Adotar outro domínio: se a associação entre domínio e IP for difícil de desfazer, também é possível trocar o domínio, embora o custo seja alto e isso só faça sentido em último caso
Minha recomendação: se o site ainda está no começo, migrar para um servidor novo costuma ser a opção mais simples. Com poucos dados, a mudança leva apenas alguns minutos.
Preparação 2: remover rastros que possam expor o IP
Não é possível apagar registros históricos de DNS já armazenados permanentemente por terceiros, mas você pode limpar tudo o que ainda controla:
- remova páginas de teste do servidor, como
phpinfo.phpeinfo.php - desative o modo de depuração e a exibição de erros
- bloqueie o acesso externo ao diretório
.gitcom uma regra no Nginx - verifique o código do site e elimine endereços IP fixos
Preparação 3: planejar a estratégia de resolução dos domínios
Defina com antecedência quais domínios passarão pela Cloudflare:
- Domínio principal e www: devem passar pela Cloudflare
- Todos os subdomínios públicos: também devem passar pela Cloudflare, como blog, api e img
- Servidor de e-mail: se você mantém um serviço próprio, considere migrar para um provedor externo
- Serviços internos: painéis administrativos e bancos de dados não devem ter DNS público; use endereços da rede interna
Boas práticas de configuração da Cloudflare
Com a preparação concluída, veja como configurar corretamente a Cloudflare e manter o IP de origem oculto.
Prática 1: usar a CDN no site inteiro e em todos os subdomínios
Esta é a medida mais importante. Nas configurações de DNS da Cloudflare, cada registro tem um ícone de nuvem:
- Nuvem laranja: o tráfego passa pelo proxy da Cloudflare e o IP de origem fica oculto
- Nuvem cinza: não há proxy e o registro aponta diretamente para o IP de origem
Lembre-se: todos os domínios públicos devem usar a nuvem laranja. É comum proteger apenas o domínio principal e deixar todos os subdomínios com nuvem cinza, o que anula a proteção.
Use a nuvem cinza apenas nos registros que a Cloudflare não consegue intermediar, como registros MX de e-mail e registros TXT de verificação.
[Imagem: tela de configurações de DNS da Cloudflare]
Prompt: tela de configurações de DNS da Cloudflare, comparação entre nuvem laranja e nuvem cinza, destaque para o controle de status do proxy, interface limpa, 16:9
Prática 2: usar um serviço de e-mail de terceiros
Como vimos, cabeçalhos de e-mail podem revelar o IP do servidor remetente. A solução mais simples é deixar de enviar mensagens pelo próprio servidor e adotar um serviço externo:
- SendGrid: cota gratuita de 100 mensagens por dia, suficiente para sites pequenos
- Amazon SES: cobrança por uso e as primeiras 62.000 mensagens mensais gratuitas exigem uma conta AWS
- Mailgun: também oferece cota gratuita e uma API fácil de usar
Todos fornecem API e SMTP, portanto a migração não costuma ser difícil. A taxa de entrega também tende a ser muito melhor do que em um servidor próprio.
Prática 3: configurar uma lista de permissões no firewall para aceitar apenas IPs da Cloudflare
Esta é a proteção central. Mesmo que alguém conheça o IP de origem, o tráfego de ataque não entrará se o firewall aceitar somente as faixas da Cloudflare.
A Cloudflare publica a lista oficial de IPs em:
https://www.cloudflare.com/ips/
Baixe a lista e configure o firewall do servidor. Exemplo com iptables:
# ⚠️ Aviso importante: confirme antes que a porta SSH não será afetada
# Faça a validação primeiro em um ambiente de teste para não perder o acesso
# Limpe as regras atuais
iptables -F
# Permita o loopback local
iptables -A INPUT -i lo -j ACCEPT
# Permita conexões já estabelecidas
iptables -A INPUT -m state --state ESTABLISHED,RELATED -j ACCEPT
# Permita SSH (ajuste para sua própria porta SSH)
iptables -A INPUT -p tcp --dport 22 -j ACCEPT
# Permita somente as faixas de IP da Cloudflare nas portas 80 e 443
# Abaixo estão alguns blocos IPv4; baixe a lista completa no site oficial
iptables -A INPUT -p tcp -m multiport --dports 80,443 -s 173.245.48.0/20 -j ACCEPT
iptables -A INPUT -p tcp -m multiport --dports 80,443 -s 103.21.244.0/22 -j ACCEPT
iptables -A INPUT -p tcp -m multiport --dports 80,443 -s 103.22.200.0/22 -j ACCEPT
# ... adicione todas as faixas de IP da Cloudflare ...
# Bloqueie qualquer outro acesso às portas 80 e 443
iptables -A INPUT -p tcp -m multiport --dports 80,443 -j DROP
# Salve as regras
iptables-save > /etc/iptables/rules.v4
Cuidados de configuração:
- Teste primeiro em um ambiente de homologação
- Mantenha obrigatoriamente o acesso à porta SSH 22
- Depois de configurar, teste em outro dispositivo, como um celular
- Em servidores em nuvem, prefira os grupos de segurança do painel, que são mais seguros e práticos
Se você usa um servidor em nuvem, a maioria dos provedores oferece grupos de segurança. Configurá-los pelo painel costuma ser mais simples e reduz o risco de perder o acesso por engano.
Ao final, tente acessar diretamente o IP de origem usando a rede móvel do celular. A conexão deve falhar.
[Imagem: diagrama da configuração do firewall]
Prompt: diagrama em camadas de proteção por firewall, lista de permissões para IPs da Cloudflare, bloqueio de tráfego fora da Cloudflare, ícone de escudo de segurança, ilustração tecnológica profissional
Prática 4: desativar respostas a ping no servidor
Isso dificulta a localização do servidor por meio de varreduras de faixas de IP:
# Desative o ping
echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/icmp_echo_ignore_all
# Para tornar a alteração permanente, edite /etc/sysctl.conf
net.ipv4.icmp_echo_ignore_all = 1
# Depois execute
sysctl -p
Assim, o servidor não responde durante uma varredura e parece ser um IP inativo.
Medidas avançadas de proteção
Se o site é importante ou já sofreu ataques, considere estas medidas adicionais.
Medida 1: usar o Cloudflare Tunnel, antigo Argo Tunnel
Esse recurso da Cloudflare permite não expor o IP de origem.
Um programa cloudflared é executado no servidor e inicia uma conexão com a rede da Cloudflare, criando um túnel seguro. Com isso:
- o servidor não precisa abrir as portas 80 e 443
- a internet não consegue alcançar diretamente o IP de origem
- todo o tráfego é encaminhado pela Cloudflare através do túnel
Configuração simplificada:
# Instale o cloudflared
wget https://github.com/cloudflare/cloudflared/releases/latest/download/cloudflared-linux-amd64.deb
dpkg -i cloudflared-linux-amd64.deb
# Entre na Cloudflare
cloudflared tunnel login
# Crie o túnel
cloudflared tunnel create mytunnel
# Configure a rota
cloudflared tunnel route dns mytunnel yourdomain.com
# Execute o túnel
cloudflared tunnel run mytunnel
A solução é quase perfeita para ocultar o IP. A desvantagem é uma configuração um pouco mais complexa, e alguns recursos avançados do Cloudflare Tunnel exigem um plano pago.
Medida 2: trocar periodicamente o IP de origem
Para sites de alto risco, alternar o IP regularmente é uma boa prática.
Você pode trocar o servidor ou o IP a cada três a seis meses. Mesmo que o endereço anterior tenha vazado, o invasor atacará um destino que já não está em uso. O custo é maior, portanto a decisão depende da importância do site.
Medida 3: monitorar tráfego anormal
Configure o monitoramento para alertar imediatamente quando houver acessos vindos de IPs que não pertencem à Cloudflare:
# Exemplo simples de script de monitoramento
tail -f /var/log/nginx/access.log | grep -v -E "(173\.245\.|103\.21\.|103\.22\.)" | while read line
do
echo "Alerta: acesso de um IP fora da Cloudflare! $line"
# O alerta pode ser enviado por e-mail ou SMS
done
Assim, você descobre rapidamente quando alguém tenta se conectar diretamente ao IP de origem.
Medida 4: não fixar endereços IP no código do site
Esta é uma prática básica, mas vale reforçar.
Todas as chamadas de API e cargas de recursos devem usar domínios, não endereços IP. Por exemplo:
// Exemplo incorreto
fetch('http://123.456.78.90/api/data')
// Exemplo correto
fetch('https://api.yourdomain.com/data')
Assim, mesmo quem examinar o código frontend não encontrará o IP de origem.
O que fazer quando o IP já vazou
Se o IP de origem já vazou, não é preciso entrar em pânico. Você não consegue apagar registros mantidos por terceiros, mas pode reduzir o risco.
Etapa 1: trocar imediatamente o IP do servidor
Esta é a medida mais eficaz. Solicite outro servidor ou outro IP público e migre os dados.
Estimativa de custo:
- Troca do IP de um servidor em nuvem: a maioria dos provedores não cobra ou cobra uma pequena taxa, geralmente de 10 a 20 yuans
- Novo servidor: conforme a configuração, um modelo básico com 1 núcleo e 2 GB custa cerca de 30 a 50 yuans por mês
- Tempo de migração: em um site pequeno, normalmente cerca de meia hora
Não desligue o servidor antigo imediatamente após a troca. Mantenha-o por alguns dias para confirmar que o novo ambiente funciona corretamente.
Etapa 2: configurar a lista de permissões do firewall
Mesmo com o IP exposto, um firewall bem configurado impede a entrada do invasor.
Use o exemplo de iptables ou o grupo de segurança do provedor e permita somente as faixas da Cloudflare nas portas 80 e 443. Todo o restante será bloqueado pelo firewall.
Tenha cuidado ao configurar:
- Teste primeiro em um ambiente de homologação
- Preserve o acesso SSH na porta 22 para não se bloquear
- Valide em outro dispositivo depois de concluir
Eu já me bloqueei por causa de uma regra incorreta e precisei entrar por VNC no painel do provedor para corrigir o problema. Foi bastante trabalhoso.
Etapa 3: usar o Cloudflare Rate Limiting
O Cloudflare Rate Limiting limita a frequência de acesso de cada IP.
O plano gratuito tem restrições, enquanto o Pro, por US$ 20 mensais, permite regras mais detalhadas, como:
- no máximo 10 solicitações por IP a cada 10 segundos
- bloqueio automático ou Challenge de verificação acima do limite
- proteção de caminhos específicos
É uma medida eficaz contra ataques menores.
Etapa 4: considerar um serviço especializado de proteção contra DDoS
Se o site for atacado com frequência ou sustentar uma operação importante, avalie um serviço de IP com proteção avançada.
Provedores chineses como Alibaba Cloud, Tencent Cloud e Baidu Cloud oferecem produtos desse tipo:
- Cobrança por largura de banda: uma taxa fixa inclui determinado nível de proteção, como 20 Gbps
- Cobrança por volume do ataque: o custo é menor em períodos normais e aumenta quando ocorre um ataque
- Custo: de algumas centenas a dezenas de milhares de yuans por mês, conforme o nível de proteção
Para sites pessoais e pequenas empresas, o preço pode ser alto. Para e-commerce e servidores de jogos que exigem alta disponibilidade, o investimento pode compensar.
Etapa 5: monitorar e responder rapidamente
Configure alertas e intervenha assim que detectar tráfego anormal ou acesso direto ao IP de origem:
- ative notificações da Cloudflare para anomalias de tráfego
- instale ferramentas como zabbix ou prometheus no servidor
- durante um ataque, altere temporariamente o DNS para encaminhar o tráfego a um servidor de contingência
A velocidade da resposta importa. Já vi ataques durarem horas antes de serem notados, quando o custo de tráfego já era elevado.
Conclusão
Em resumo, o vazamento do IP de origem é um problema sistêmico. Configurar a Cloudflare uma única vez não resolve tudo. Há muitas formas de exposição, desde registros históricos de DNS e cabeçalhos de e-mail até varreduras de subdomínios e certificados SSL.
As medidas de proteção mais importantes são:
- CDN no site inteiro — faça todos os domínios públicos passarem pela Cloudflare e use a nuvem laranja
- Lista de permissões no firewall — aceite somente as faixas de IP da Cloudflare; esta é a última linha de defesa
- Serviço de e-mail externo — use SendGrid, SES ou outro provedor em vez de enviar mensagens pelo próprio servidor
- Verificações periódicas — use as ferramentas deste artigo para encontrar problemas antes de um ataque
Se você ainda não configurou a Cloudflare, aproveite para fazer tudo corretamente desde o início. Se já usa o serviço, mas não sabe se houve vazamento, reserve dez minutos para executar a verificação.
Se descobrir que o IP já vazou, também não entre em pânico. Troque o endereço, configure o firewall e aplique as proteções necessárias.
Vale reforçar: proteger o IP de origem é um processo contínuo, não uma tarefa única. Novos subdomínios também precisam usar a CDN, alterações de configuração não podem revelar o IP e as medidas de proteção devem ser revisadas periodicamente.
Comece consultando o histórico do seu domínio no SecurityTrails. Se houver algum problema, siga as etapas deste artigo para reforçar a infraestrutura. Dá um pouco de trabalho, mas é melhor do que ver o servidor cair durante um ataque.
Fluxo completo para detectar e proteger o IP de origem na Cloudflare
Processo completo para detectar o vazamento do IP de origem e configurar a proteção, incluindo sete formas de exposição, métodos de verificação e boas práticas de firewall
Estimated time: PT2H
-
1
Step 1: Verificar vazamentos no histórico de DNS e nos cabeçalhos de e-mail
Verificação 1: consultar o histórico de DNS -
2
Step 2: Examinar subdomínios e executar testes globais de ping
Verificação 3: examinar subdomínios -
3
Step 3: Consultar associações de certificados SSL e pesquisar a internet exposta
Verificação 5: consultar associações de certificados SSL -
4
Step 4: Preparar a configuração: trocar o IP e remover rastros históricos
Preparação 1: trocar o IP do servidor ou usar um servidor novo -
5
Step 5: Aplicar boas práticas da Cloudflare: CDN no site inteiro e lista de permissões no firewall
Prática 1: usar a CDN no site inteiro e em todos os subdomínios -
6
Step 6: Adotar medidas avançadas e corrigir um IP já exposto
Medidas avançadas:
FAQ
O que é vazamento do IP de origem? Por que um site com Cloudflare ainda pode sofrer um ataque DDoS?
• Ao usar uma CDN como a Cloudflare, o usuário acessa primeiro um nó da Cloudflare, que encaminha a solicitação ao seu servidor real, chamado servidor de origem
• Assim, o invasor vê apenas o IP da Cloudflare, não o IP real do seu servidor
• Porém, se ele obtiver o IP de origem por algum outro meio, a CDN deixa de funcionar como barreira
• O invasor pode atacar diretamente o servidor real e contornar todas as proteções da Cloudflare
As consequências podem ser graves:
• Servidor fora do ar: o ataque DDoS atinge diretamente a origem e pode derrubar um servidor sem capacidade suficiente
• Aumento repentino dos custos de tráfego: muitos servidores em nuvem cobram por volume transferido, e o ataque pode gerar uma conta enorme
• Risco de roubo de dados: se houver uma vulnerabilidade, o invasor pode contornar o WAF da CDN e atacar o servidor diretamente
Segundo o relatório da Cloudflare referente ao quarto trimestre de 2024, a empresa observou o maior ataque DDoS já registrado, com 5,6 Tbps. Um site comum dificilmente enfrentará algo dessa escala, mas mesmo um ataque de poucos gigabits pode derrubar um servidor pequeno.
Muita gente imagina que basta configurar a Cloudflare, mas o IP de origem pode já ter sido exposto em históricos de DNS, cabeçalhos de e-mail ou varreduras de subdomínios. Talvez você nem saiba que o IP foi registrado e apenas ainda não tenha sido atacado.
Quais são as sete formas mais comuns de vazar o IP de origem e qual é o nível de risco de cada uma?
• É a forma mais comum e também uma das mais ignoradas
• O problema ocorre quando o domínio aponta diretamente para o IP real durante algum tempo e só depois passa a usar a Cloudflare
• Serviços de terceiros, como SecurityTrails e DNSdumpster, podem ter coletado e armazenado permanentemente esses registros históricos
• Eu mesmo já cometi esse erro: publiquei um site apontando para o IP real e só configurei a Cloudflare seis meses depois
• Ao consultar o SecurityTrails, os registros de DNS de meses antes continuavam visíveis
Forma 2: cabeçalhos do servidor de e-mail — risco alto
• É uma exposição discreta que muita gente não considera
• Sites enviam confirmações de cadastro, recuperação de senha e notificações de RSS; o cabeçalho dessas mensagens pode incluir o IP do servidor remetente
• Se você usa um servidor de e-mail próprio ou envia mensagens diretamente pelo servidor do site, o IP de origem pode aparecer
• Para explorar isso, o invasor cria uma conta, aciona o e-mail de confirmação e procura o campo Received no cabeçalho original
Forma 3: varredura de subdomínios — risco médio-alto
• Talvez o domínio principal example.com use Cloudflare, mas subdomínios como mail.example.com, admin.example.com ou dev.example.com podem apontar diretamente para o servidor de origem
• Ferramentas como Sublist3r e OneForAll enumeram os subdomínios; basta testar cada um para encontrar um que retorne o IP real
Forma 4: exposição no código-fonte do site — risco médio
• Páginas de teste e informações de depuração deixadas durante o desenvolvimento também podem revelar o IP
• Casos comuns:
- uma página phpinfo() não removida mostra o IP do servidor e várias configurações
- o diretório .git continua acessível e contém arquivos de configuração com endereços IP
- o modo de depuração permanece ativo e exibe caminhos do servidor e IPs nos erros
- o código do site tem o endereço da API fixado como IP em vez de domínio
Forma 5: consulta de certificados SSL — risco médio
• Certificados SSL também podem ser uma fonte de exposição
• Os logs de Certificate Transparency registram todos os certificados emitidos
• Ferramentas como crt.sh e Censys permitem consultar o histórico de certificados de um domínio e procurar IPs associados
Forma 6: diferenças de resolução DNS no exterior — risco médio-baixo
• Alguns serviços de CDN atendem apenas rotas nacionais e não têm nós no exterior
• Nessa situação, uma consulta feita por um servidor DNS de outro país pode retornar diretamente o IP de origem em vez do IP da CDN
Forma 7: varredura do bloco /24 e outros sites no mesmo servidor — risco baixo
• Se vários sites compartilham o mesmo servidor e um deles não está protegido, ele pode ajudar a localizar os demais
Como verificar se o IP de origem vazou? Quais ferramentas e métodos podem ser usados?
Histórico de DNS:
• Ferramentas: SecurityTrails e DNSdumpster
• O que verificar: registros DNS históricos
• Dificuldade: fácil
Cabeçalhos de e-mail:
• Ferramenta: recurso de exibição da mensagem original no cliente de e-mail
• O que verificar: IP do servidor remetente
• Dificuldade: média
Varredura de subdomínios:
• Ferramentas: Sublist3r e OneForAll
• O que verificar: resolução de todos os subdomínios
• Dificuldade: média
Teste global de ping:
• Ferramentas: ping.pe e 17ce.com
• O que verificar: consistência dos IPs retornados em diferentes regiões
• Dificuldade: fácil
Consulta de certificados SSL:
• Ferramentas: crt.sh e Censys
• O que verificar: IPs historicamente associados aos certificados
• Dificuldade: média
Mecanismos de busca da internet exposta:
• Ferramentas: Shodan e Fofa
• O que verificar: portas expostas do servidor
• Dificuldade: alta
Logs do servidor:
• Ferramenta: comando tail para ler os logs
• O que verificar: acessos diretos ao IP
• Dificuldade: média
Etapas detalhadas:
Verificação 1: consultar o histórico de DNS
• Abra SecurityTrails, DNSdumpster ou Netcraft e informe seu domínio
• Se aparecer o IP real usado antes da Cloudflare, considere que ele já vazou
Verificação 2: testar os cabeçalhos de e-mail
• Crie uma conta de teste ou solicite a recuperação de senha para gerar uma mensagem
• Abra a mensagem original no cliente de e-mail
• Procure os campos Received ou X-Originating-IP e confira se o endereço corresponde ao IP de origem
• Se a mensagem tiver sido enviada por SendGrid ou Amazon SES, aparecerá o IP do serviço de terceiros, o que não expõe sua origem
Verificação 3: examinar subdomínios
• Confira manualmente a resolução DNS de todos os subdomínios
• Use o comando dig ou uma ferramenta de varredura automática
• Teste os subdomínios encontrados e veja se retornam um IP da Cloudflare ou o seu próprio IP
Verificação 4: executar testes globais de ping
• Teste o domínio em diferentes países e regiões
• Use ping.pe ou 17ce.com para consultar vários nós
• Se os IPs retornados dentro e fora do país forem diferentes, pode haver um problema
Verificação 5: consultar associações de certificados SSL
• Pesquise seu domínio no crt.sh e examine o histórico de certificados
• Confira se algum certificado esteve associado ao IP de origem
Verificação 6: usar mecanismos de busca da internet exposta
• Pesquise seu domínio ou características do site no Shodan ou Censys
• Esses serviços varrem servidores na internet e podem registrar a origem se ela mantiver serviços públicos, como a porta 80
Verificação 7: ler os logs do servidor
• Examine os logs de acesso no servidor
• Se houver conexões diretas ao IP de origem vindas de endereços fora das faixas da Cloudflare, alguém já conhece esse IP e está tentando acessá-lo
Como configurar a Cloudflare e o firewall para proteger o IP de origem?
Prática 1: usar a CDN no site inteiro e em todos os subdomínios
• Esta é a medida mais importante
• Nas configurações de DNS da Cloudflare, cada registro tem um ícone de nuvem:
- nuvem laranja: o tráfego passa pelo proxy da Cloudflare e o IP de origem fica oculto
- nuvem cinza: não há proxy e o registro aponta diretamente para o IP de origem
• Todos os domínios públicos devem usar a nuvem laranja
• É comum proteger apenas o domínio principal e deixar os subdomínios com nuvem cinza, o que anula a proteção
• Use a nuvem cinza apenas em registros que a Cloudflare não consegue intermediar, como registros MX de e-mail e registros TXT de verificação
Prática 2: usar um serviço de e-mail de terceiros
• Cabeçalhos de e-mail podem revelar o IP do servidor remetente
• A solução mais simples é enviar mensagens por um serviço externo:
- SendGrid: cota gratuita de 100 mensagens por dia, suficiente para sites pequenos
- Amazon SES: cobrança por uso e as primeiras 62.000 mensagens mensais gratuitas exigem uma conta AWS
- Mailgun: também oferece cota gratuita e uma API fácil de usar
• Esses serviços fornecem API e SMTP, e normalmente têm uma taxa de entrega muito melhor do que um servidor próprio
Prática 3: configurar uma lista de permissões no firewall para aceitar apenas IPs da Cloudflare
• Esta é a proteção central. Mesmo que alguém conheça o IP de origem, o tráfego de ataque não entrará se o firewall aceitar apenas as faixas da Cloudflare
• A lista oficial está em https://www.cloudflare.com/ips/
Exemplo com iptables:
• Limpar as regras atuais: iptables -F
• Permitir o loopback local: iptables -A INPUT -i lo -j ACCEPT
• Permitir conexões já estabelecidas: iptables -A INPUT -m state --state ESTABLISHED,RELATED -j ACCEPT
• Permitir SSH, ajustando para sua própria porta: iptables -A INPUT -p tcp --dport 22 -j ACCEPT
• Permitir somente as faixas de IP da Cloudflare nas portas 80 e 443
• Bloquear qualquer outro acesso às portas 80 e 443: iptables -A INPUT -p tcp -m multiport --dports 80,443 -j DROP
• Salvar as regras: iptables-save > /etc/iptables/rules.v4
Cuidados de configuração:
• Teste primeiro em um ambiente de homologação
• Mantenha obrigatoriamente o acesso à porta SSH 22
• Depois de configurar, teste em outro dispositivo, como um celular
• Em servidores em nuvem, prefira os grupos de segurança do painel, que são mais seguros e práticos
• Ao final, tente acessar diretamente o IP de origem usando a rede móvel; a conexão deve falhar
Prática 4: desativar respostas a ping no servidor
• Isso dificulta a localização do servidor por meio de varreduras de faixas de IP
• Desativar o ping: echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/icmp_echo_ignore_all
• Tornar permanente: adicione net.ipv4.icmp_echo_ignore_all = 1 a /etc/sysctl.conf e execute sysctl -p
• Assim, o servidor não responde durante uma varredura e parece ser um IP inativo
O que fazer quando o IP de origem já vazou? Quais medidas corretivas adotar?
Etapa 1: trocar imediatamente o IP do servidor
• É a medida mais eficaz
• Solicite outro servidor ou outro IP público e migre os dados
Estimativa de custo:
• Troca do IP de um servidor em nuvem: a maioria dos provedores não cobra ou cobra uma pequena taxa, geralmente de 10 a 20 yuans
• Novo servidor: conforme a configuração, um modelo básico com 1 núcleo e 2 GB custa cerca de 30 a 50 yuans por mês
• Tempo de migração: em um site pequeno, normalmente cerca de meia hora
Não desligue o servidor antigo imediatamente após a troca. Mantenha-o por alguns dias para confirmar que o novo ambiente funciona corretamente.
Etapa 2: configurar a lista de permissões do firewall
• Mesmo com o IP exposto, um firewall bem configurado impede a entrada do invasor
• Use o exemplo de iptables ou o grupo de segurança do provedor e permita somente as faixas da Cloudflare nas portas 80 e 443
• Todo o restante será bloqueado pelo firewall
Atenção: faça a configuração com cuidado. Teste primeiro em homologação, preserve o acesso SSH na porta 22 e valide em outro dispositivo. Eu já me bloqueei por causa de uma regra incorreta e precisei entrar por VNC no painel do provedor para corrigir o problema.
Etapa 3: usar o Cloudflare Rate Limiting
• O Rate Limiting limita a frequência de acesso de cada IP
• O plano gratuito tem restrições, enquanto o Pro, por US$ 20 mensais, permite regras mais detalhadas, como no máximo 10 solicitações por IP a cada 10 segundos, bloqueio automático ou desafio de verificação acima do limite e proteção de caminhos específicos
• É uma medida eficaz contra ataques menores
Etapa 4: considerar um serviço especializado de proteção contra DDoS
• Se o site for atacado com frequência ou sustentar uma operação importante, avalie um serviço de IP com proteção avançada
• Provedores chineses como Alibaba Cloud, Tencent Cloud e Baidu Cloud oferecem produtos desse tipo:
- cobrança por largura de banda: uma taxa fixa inclui determinado nível de proteção, como 20 Gbps
- cobrança por volume do ataque: custo menor em períodos normais e cobrança quando ocorre um ataque
- custo: de algumas centenas a dezenas de milhares de yuans por mês, conforme o nível de proteção
• Para sites pessoais e pequenas empresas, o preço pode ser alto
• Para e-commerce e servidores de jogos que exigem alta disponibilidade, o investimento pode compensar
Etapa 5: monitorar e responder rapidamente
• Configure alertas e intervenha assim que detectar tráfego anormal ou acesso direto ao IP de origem:
- ative notificações da Cloudflare para anomalias de tráfego
- instale ferramentas como zabbix ou prometheus no servidor
- durante um ataque, altere temporariamente o DNS para encaminhar o tráfego a um servidor de contingência
• A velocidade da resposta importa: já vi ataques durarem horas antes de serem notados, quando o custo de tráfego já era elevado
O que é o Cloudflare Tunnel e como usá-lo para ocultar completamente o IP de origem?
Como funciona:
• Um programa cloudflared é executado no servidor e inicia uma conexão com a rede da Cloudflare, criando um túnel seguro
• Com isso, o servidor não precisa abrir as portas 80 e 443, a internet não consegue alcançar diretamente o IP de origem e todo o tráfego chega pelo túnel da Cloudflare
Configuração simplificada:
1. Instale o cloudflared:
wget https://github.com/cloudflare/cloudflared/releases/latest/download/cloudflared-linux-amd64.deb
dpkg -i cloudflared-linux-amd64.deb
2. Entre na Cloudflare: cloudflared tunnel login
3. Crie o túnel: cloudflared tunnel create mytunnel
4. Configure a rota: cloudflared tunnel route dns mytunnel yourdomain.com
5. Execute o túnel: cloudflared tunnel run mytunnel
A solução é quase perfeita para ocultar o IP. A desvantagem é uma configuração um pouco mais complexa, e alguns recursos avançados do Cloudflare Tunnel exigem um plano pago.
Em comparação com o proxy de CDN tradicional, o Tunnel oferece estas vantagens:
• O servidor não precisa abrir nenhuma porta de entrada; mesmo que o invasor conheça o IP, não consegue se conectar
• Todo o tráfego passa por um túnel criptografado, o que aumenta a segurança
Se o seu site exige segurança elevada ou já sofreu ataques, vale considerar seriamente o Cloudflare Tunnel.
21 min de leitura · Publicado em: 1 dez 2025 · Atualizado em: 4 set 2026
Cloudflare Full Stack
Se você chegou pela busca, o caminho mais rápido é ir para o post anterior ou próximo desta série.
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